sábado, 16 de janeiro de 2010
Unimed de Florianópolis (SC) é condenada por negar remédio em quimioterapia
Planos de saúde vão incluir 70 novos procedimentos em junho
ANS descarta impacto em reajuste após mudanças
ANS vai rever cobertura de procedimentos a cada 2 anos
Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Iracema Antunes Batista havia firmado contrato de prestação de serviços médico-hospitalares com a Unimed em 2001. Durante um tratamento de câncer no ovário, ela precisou do remédio Granulokine, que ameniza os efeitos agressivos da quimioterapia, mas a empresa negou o pedido sob argumento de que o plano não cobria esse tipo de serviço.
Ela entrou com ação na Justiça e conseguiu o medicamento, mas a decisão da primeira instância negou o pedido de indenização por danos morais.
A paciente recorreu da decisão e a 1ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça fixou o valor da indenização.
"No momento em que mais necessita dos serviços objeto do pacto, já adoecida e sem forças para travar longos embates administrativos com a cooperativa contratada, vê-se impedida de servir-se do tratamento médico apto a afastar a enfermidade e o risco de vida", afirmou o relator do recurso, desembargador substituto Carlos Adilson Silva.
A Unimed não foi encontrada para comentar o caso neste sábado, mas sua versão será incluída neste texto assim que houver manifestação.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Quimioterapia, sintomas, efeitos colaterais
Estes efeitos não são obrigatoriamente apresentados por todas as pessoas que fazem quimioterapia, uma vez que dependem tanto do tipo de drogas utilizadas quanto da forma que o organismo responde ao tratamento. Assim, alguns pacientes podem apresentar efeitos colaterais mais severos enquanto outros podem mesmo não apresentar sintoma algum. De uma forma ou de outra, o médico deve sempre ser informado sobre os sintomas apresentados e seu tempo de duração.
De um modo geral, a maioria desses sintomas desaparece à medida que o paciente vai se distanciando do final das últimas sessões. Dentre as alterações mais comumente apresentadas, destacamos:
Náuseas e Vômitos
São sintomas muito desagradáveis, descritos por muitos pacientes como "piores do que dor". Pode ser a principal causa de queda de qualidade de vida relacionada ao tratamento. A náusea e/ou o vômito ocorrem em 40% a 70% dos pacientes com câncer.
Estes efeitos aparecem porque a quimioterapia pode causar irritação nas paredes do estômago e intestino provocando enjôos e vômitos. Ela pode também agir diretamente em áreas do cérebro sensíveis, responsáveis por detectar intoxicações em geral - chamados de "centros do vômito".
Esses sintomas, quando associados apenas à quimioterapia, ocorrem principalmente no dia da infusão, podendo se prolongar por até 4 dias. A intensidade varia de acordo com o organismo do paciente e com o tipo de quimioterapia utilizada. Vários medicamentos foram lançados nos últimos anos para ajudar no controle da náusea e do vômito, após a quimioterapia. O médico responsável pelo tratamento deve prescrever os medicamentos mais apropriados para o tipo de quimioterapia que está sendo feita.
Algumas mudanças nos hábitos diários e na alimentação também auxiliam o paciente no combate desses sintomas, tais como:
preferir alimentos com rápida digestão
não encher o estômago de uma só vez, preferindo fazer várias alimentações ao dia, em pequenas quantidades
evitar alimentos gordurosos e frituras
comer devagar, mastigando bem os alimentos
preferir alimentos frios, gelados, ou em temperatura ambiente
evitar odores fortes
procurar não exercer atividades que exijam esforço físico
procurar vestir roupas leves
Feridas na boca
Alguns quimioterápicos podem provocar aparecimento de aftas, irritação nas gengivas, na garganta e até feridas na boca. Isso pode causar muita dor e ainda dificultar a alimentação. Algumas medidas podem ser seguidas, nestes casos:
manter a boca sempre limpa, escovando os dentes com maior freqüência
evitar ingerir alimentos duros, quentes, ácidos e condimentados
procurar usar cremes dentais mais suaves, fazendo bochechos quando necessário com produtos indicados pelo médico
ingerir maior quantidade de líquidos (água, chás e sucos)
Febre
Alguns dias após a quimioterapia, há uma diminuição temporária das defesas do organismo, que fica predisposto a contrair mais facilmente infecções por vírus, bactérias e fungos. A febre é um sinal de alerta para a existência de infecções no organismo.
Nesta situação, o médico deve ser imediatamente avisado, para que possa iniciar o tratamento adequado. O risco de infecções mais graves, pelo fato de o paciente estar com a imunidade comprometida é muito maior.
Diarréia
Algumas drogas quimioterápicas podem causar diarréia em maior ou menor intensidade, dependendo da reação do organismo. Se ela persistir por mais de 24 horas, o paciente deverá obter orientação médica. Nos casos menos intensos, algumas medidas podem ajudar:
procurar manter uma alimentação mais líquida (chás, água e sucos)
evitar tomar leite e derivados
procurar fazer pequenas refeições, evitando alimentos gordurosos e frituras
Radioterapia, efeitos colaterais
As radiações ionizantes são eletromagnéticas ou corpusculares e carregam energia. Ao interagirem com os tecidos, dão origem a elétrons rápidos que ionizam o meio e criam efeitos químicos como a hidrólise da água e a ruptura das cadeias de ADN. A morte celular pode ocorrer então por variados mecanismos, desde a inativação de sistemas vitais para a célula até sua incapacidade de reprodução.
A resposta dos tecidos às radiações depende de diversos fatores, tais como a sensibilidade do tumor à radiação, sua localização e oxigenação, assim como a qualidade e a quantidade da radiação e o tempo total em que ela é administrada.
Para que o efeito biológico atinja maior número de células neoplásicas e a tolerância dos tecidos normais seja respeitada, a dose total de radiação a ser administrada é habitualmente fracionada em doses diárias iguais, quando se usa a terapia externa.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Dilma passa por quimioterapia
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, realizou na manhã de ontem uma sessão de quimioterapia no Hospital Sírio-Libanês, região central de São Paulo. “A ministra já está de volta às suas atividades normais, em Brasília”, informou o hospital, em nota emitida no final da tarde.
Dilma está sendo submetida a um tratamento contra um câncer no sistema linfático desde o mês passado. Recentemente, ela teve de passar por uma cirurgia para a remoção de um tumor de dois centímetros na axila esquerda. Segundo os médicos que a acompanham, as chances de cura são de mais de 90%.
Mesmo com o tratamento, a ministra vem cumprindo uma agenda ativa de trabalho. As sessões de quimioterapia estão sendo feitas a cada três semanas. Cada uma delas dura em torno de quatro horas e, como os efeitos colaterais são mínimos (porque a dosagem da medicação é pequena) a ministra é liberada no mesmo dia para suas atividades. Dilma está usando um cateter para facilitar a aplicação dos remédios.
A ministra tem evitado falar sobre o assunto. “Não pretendo discutir e nem polemizar meu tratamento. Sempre que for necessário, vou mostrar a importância da prevenção, mas não pretendo ficar falando disso”, disse a ministra recentemente.